Porto seguro (04)

Porto seguro (04)

Lá dentro, deitaram o Bernardo na cama, enquanto a Dona Eliza conversava com Stefany.
– Como você está?
– Bem e a senhora?
– Bem, também. Soube que o Bê saiu do trabalho?
– Não, eu pedi pras ninguém me contar mais sobre ele. É complicado pra mim esquecê-lo com tantas informações, eu precisava sentir que não fazia mais parte da vida dele.
– Mas você foi a primeira pessoa que ele pediu pra avisar. Me deu até um pouco de ciúmes kkk
– Que bobeira. Ele só me vê como um porto seguro e para as horas difíceis, eu queria mais do que isso.

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Porto seguro (03)

Porto seguro (03)

      
      O telefone toca, ela vai até a sala, baixa o som e atende. 
– Alô?
– Alô, gostaria de falar com a Stefany.
– É ela, quem é?
– Oi meu bem, aqui é a Vanessa. Eu não sei como te informar isso, você é a namorada do Bernardo, certo? Olhe, tenha calma, ele acabou de sofrer um acidente aqui na orla, já tomamos as providências e ele está sendo encaminhado para o hospital. 
– Como assim acidente? Como ele está? Qual o hospital?
– Ele está lucido, até o que eu sei faturou a perna. Ele ultrapassou o sinal vermelho e o meu marido bateu nele. Tem dois amigos com ele, porém eles não sofreram nada e vao acompanhá-lo. Ele pediu pra ligar para você. 
– Obrigada, Vanessa. Me passa o endereço do hospital que eu vou. 
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Porto seguro (02)

Porto seguro (02)


      Certa vez se esbarraram num barzinho, onde os dois costumavam ir juntos, o lugar era tão demarcante deles que o garçom tinha se transformado em amigo íntimo, e sempre que os via lá, separadamente, já ia informar ao outro e assim evitava esses encontros. Quando ele chegou ela já estava sentada a mesa, curtindo o show de MPB ao vivo, após algumas olhadas dele, ela se virou e os dois encontraram-se no olhar, cumprimentou-o com um sorriso dócil e o coração tão palpitante que parecia querer sair de dentro dela. Ele retribuiu o sorriso, com um sorriso de canto, de forma com que dissesse “gostei de ver você, a saudade tá imensa” a olhou de baixo a cima, virou o rosto e fingiu continuar uma conversa. Ela se virou e tomou um gole do refrigerante, conversou com os amigos e resolveram ir a outro lugar “não vou aguentar olhar pra ele por muito tempo, vai parecer que eu to fugindo e eu não me importo, só quero ficar longe”. Chamaram o garçom, pediram a conta e tiveram que passar pela mesa dele:
– Já vai?
– É, só estávamos esperando a Isabela e ela tá no cais, vamos passar por lá e ir a outro lugar. 
– Beleza, a gente se vê por aí.
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